View Full Version : A evolução nos jogos multiplayer


Pure Anarchy
03-02-2008, 21:25
Não há quaisquer dúvidas que a vertente online tem sido uma das componentes em maior evolução nos últimos anos. Praticamente todos os géneros têm sido alvo de uma enorme atenção neste aspecto, muitas vezes cingindo-se às mesmas fórmulas e desprezando o singleplayer.

No entanto, apesar do grande investimento das produtoras no modo online, a criatividade é relativamente pouca. Os FPS e MMORPGs continuam a ser mais do mesmo em 90% dos casos e poucos são aqueles que arriscam algo novo, continuando a saturar o mercado com o mesmo tipo de jogos, que apesar de populares, apenas têm sucesso com os franchises mais populares.

Também é evidente que os jogos se estão cada vez mais a tornar um fenómeno de massas e a serem uma das indústrias mais lucrativas a nível mundial. Este sucesso levou à aparição dos E-Sports, com grandes competições e eventos a realizarem-se todos os anos e a arrastarem milhares de jogadores e espectadores.

O objectivo deste tópico é debater o estado actual dos jogos multiplayer, a forma como este mercado tem de evoluir para continuar a expandir-se e cativar os jogadores, assim como as ideias que gostavam de ver aplicadas em futuros jogos.

Samuka Klax
03-02-2008, 21:37
Bem, como tu referiste ai o que é preciso é inovação. E sempre a mesma me**@ com cheiros difrentes. Mas também há de se chegar a uma altura que já não dá para inovar.
É preciso jogos multiplayer para cativar tudo e todos. Não é so fps/mmorpg/futebol.

Pure Anarchy
03-02-2008, 23:15
Hoje em dia já temos online em quase todos os géneros. Não se trata de variedade de géneros, mas sim na variedade de jogos dentro do mesmo género.

Basta ver a quantidade de MMORPGs (especialmente coreanos) semelhantes e sem qualquer ponta de inovação, que não têm nada mais do que grinding.

Parece-me que apesar de muita boa gente dizer que os jogos deviam ser mais inovadores, continuam a querer mais do mesmo. Mas também não acho que seja preciso conceitos completamente inovadores para chegar a algum lado, a simples evolução de determinadas mecânicas de jogo são por si só uma inovação.

Nesse aspecto acho que os jogos singleplayer estão bastante mais favorecidos, como é possível ver por alguns títulos de 2007 (Portal, SMG ou Bioshock, por exemplo), e que consequentemente receberam excelentes críticas.

Morais
03-02-2008, 23:39
Tem muito a ver com a recepção que esses formatos receberam.

Tentar inovar nos FPS é algo de muito perigoso, em media os jogadores que procuram um FPS online não gostam de puxar muito pela cabeça e são poucos os FPS de equipa que realmente triunfaram, o Operation Flashpoint tentou essa aproximação mas um elevado grau de realismo aliado a um sistema de Multiplayer vergonhosamente arcaico não ajudou muito.

Foi preciso, vários anos depois, a Dice desenvolver o Battlefield 1942 para o formato de FPS em equipa de grande escala triunfar, O Return to Castle Wolfenstein melhorou um formato desenvolvido no primeiro Team Fortress mas o BF1942 pegou nele e tornou-o ímpar. Outros casos de formatos que forma evoluindo aos poucos foi o aplicado nos jogos Rainbow Six, começaram por nem sequer mostrar a arma em si para se tornarem num dos FPS de equipa mais avançados graficamente (Las Vegas).

Mas a verdade é que os FPS sem grande massa cinzenta é que triunfam, Counter-Strike, Unreal Tournament, Call of Duty e afins, são todos iguais uns aos outros e é isso que vende.

Os MMORPG é exactamente a mesma coisa.

Sem grinding não há MMRPG que se salve, é uma tecnica que remota ao Ultima Online e foi aperfeiçoada pela Blizzard no World of Warcraft, o supremo jogo online de grinding, onde 10 milhões de pessoas farmam instâncias como se não houvesse amanhã, até à data existem, que me lembre, mais de 15 ranks diferentes de armaduras, e eu não contei com as craftable e híbridas.

Poucos MMORPGs fogem dessa norma, o Star Wars Galaxies tentou mas, no final, tinhas que fazer missões sem nexo nenhum atrás de missões com ainda menos nexo para subir as tuas skills e arranjar dinheiro para sequer conseguireis jogar decentemente.

Um RPG é grinding, pura e simplesmente... O Oblivion tentou fugir a isso ao desenvolver o sistema de evolução constante mas acabou por se tornar num Action RPG que não oferece nenhum sentido real de poder e, quando bem aplicado, mesmo supostamente do mesmo nível, derrota-se mais que facilmente, tudo o que nos aparece à frente.


Evoluir é algo de muito perigoso, o Final Fantasy XII tentou evoluir o sistema de combate, até que podia ter-se safado, não fosse a estória completamente linear e a suposta personagem principal sem nenhum tipo de personalidade (numa cutscene de 15 minutos com dialogo atrás de dialogo sabem o que é que o Vann diz? "Let's go!" -_- e nem vou falar no suposto interesse amoroso dela que mais se assemelha a um cão fiel do que, propriamente, uma pessoa).

PoolMania
05-02-2008, 01:48
Como já foi dito ai em cima já temos todo o tipo de jogos online. O maior problema nem é falta de criatividade mas sim a forma como é combatido os batoteiros que abundam em muitos jogos Online que não tem defesas anti-cheats...
Antes de se comprar um jogo para se jogar o modo online á que procurar saber se o mesmo está defendido de forma eficaz contra os batoteiros.

Os jogos do Steam tipo Team Fortess 2 e Conter-Strikes tem um sistema anti-cheat muito bom.

Pure Anarchy
06-02-2008, 02:08
Tem muito a ver com a recepção que esses formatos receberam.

Tentar inovar nos FPS é algo de muito perigoso, em media os jogadores que procuram um FPS online não gostam de puxar muito pela cabeça e são poucos os FPS de equipa que realmente triunfaram, o Operation Flashpoint tentou essa aproximação mas um elevado grau de realismo aliado a um sistema de Multiplayer vergonhosamente arcaico não ajudou muito.

Foi preciso, vários anos depois, a Dice desenvolver o Battlefield 1942 para o formato de FPS em equipa de grande escala triunfar, O Return to Castle Wolfenstein melhorou um formato desenvolvido no primeiro Team Fortress mas o BF1942 pegou nele e tornou-o ímpar. Outros casos de formatos que forma evoluindo aos poucos foi o aplicado nos jogos Rainbow Six, começaram por nem sequer mostrar a arma em si para se tornarem num dos FPS de equipa mais avançados graficamente (Las Vegas).

Exacto. Mas temos de ver que sem arriscar, dificilmente se chega a algum lado. Mesmo que sejam pequenos riscos, como adicionar um novo sistema de cover ou novos modos de jogo, já é alguma coisa. Foi assim que esses franchises chegaram aonde estão hoje, não foi certamente adicionando um modo multiplayer igual a tantos outros a um singleplayer mediocre, como muitos FPS hoje em dia.

Jogos como o The Crossing ou o Left 4 Dead não são completamente inovadores, mas adicionam algo de novo e interessante. Se a nível técnico não falharem, são um passo na direcção certa, e é nisso que mais empresas deviam apostar hoje em dia. Pelo menos as mais lucrativas, que se podem dar ao luxo de falhar. Em empresas mais pequenas, percebe-se que o risco possa não compensar, dado o capital que é necessário actualmente para financiar estes projectos.