View Full Version : "There's more to Linux than Ubuntu"


esquiso
27-12-2007, 19:51
Encontrei um artigo que acho que pode gerar uma discussão -saudável- em torno deste tema.

Dear reader

I've told a million times by now, that I am a Linux person. I like the operating system, the tools, the applications, the works. I like the process. I like the community. I like the people. And all these positive feelings are not distribution-specific, or "KDE vs. Gnome" or "Is Amarok the best media player?" kind - its genuine people-to-people kind of a thing, and the love for the technology.

Recently I got to read more and more stories about Linux in general (at least that what it was insinuated by the name of the article) where term "Linux" is quite replaced by Ubuntu. The latest one was from the LifeHacker blog, which I follow frequently (I have it in my RSS reader) and respect greatly. But why Ubuntu is the Linux chosen all the time? I know that this is the most spread and used distribution (or maybe 2nd most), but there's still no reason for it to be a solely used in such an article. It really makes me sad that media uses term "Ubuntu" and that there are no mentions that almost all of the things described in those stories can be done on any other Linux distribution. There's even no mention that Ubuntu is the distribution.

I've told already before, I fear that if the trend goes on (and at the moment I don't see why would it stop), then the Ubuntification of Linux is unstoppable, just as Windows became a follow up to the "PC" term. There were days (and in many cases are still), when some tech support person would ask you: Do you use Mac or PC? (just like in Apple's commercials). You would say, "PC". "OK then, go to the Start menu....", "I don't have one", you would interrupt. "How so? In the left low corner of your screen...", "I use Linux...", you would interrupt again.

Silence. "Hm, well, I'm not sure we support that. Are you sure this is PC?"

I'm afraid, that Ubuntu can overshadow Linux. I know that technologically literate people will not confuse the two, but for general public, there will be no Linux - just Ubuntu. Just like Windows - do you family members know that there are versions of this thing?

I already said that it scares me. It scares me that I am in no power to change the state of affairs. It scares me because competition between distribution benefits them all, perfecting the tools, causing applications to be developed, economies and companies created, communities united. Without all this, Linux would stop being the "way of the l337", and the title "cool" and talent may move to other directions. So I hope it's not too late. I hope there's still time to differentiate. To explain to all that Linux is what matters, not the specific distribution, no matter how good and successful it may be. Hell, I may even use Ubuntu for different purposes, but I will use others as well (Gentoo for example, but also Fedora Core/CentOS and others), and remember the most important thing.

There's much more to Linux than just Ubuntu.

Fonte (http://www.thetechandcents.com/2007/12/theres-more-to-linux-than-ubuntu.html)

E isto levanta perguntas que estão (ou deviam estar) na moda: Até que ponto é que a influencia do Ubuntu é benefica para o GNU/Linux? Até que ponto é que se deve seguir a máxima "Linux for human beigns", até que ponto se deve facilitar a entrada de novos users que vêm imensamente habituados à filosofia do Windows? Até que ponto é benefica ou prejudicial a entrada destes mesmo users? Deverá haver alguma especie de reacção ou adaptação por parte das outras distros, por parte dos kernel devs, por parte dos programadores?

Nunca é demais relembrar: discussão saudavel, senão há chatices :D

petersaints
27-12-2007, 20:07
Tipo o problema disto tudo é o conceito distribuição... quando falo com os meus amigos (tirando um que também está em Eng. Informática) e falo em Linux eles não compreendem como é que Ubuntu pode ser Linux e ao mesmo tempo Fedora, openSUSE, Debian, etc. Faz-lhes confusão porque Windows é Windows (tem várias versões mas é tudo Windows), o mesmo se aplica a Mac OS. Custa-lhes compreender o conceito que cada distribuição não passa de empacotamentos personalizados de várias apps e ferramentas, algumas exclusivas de cada distro (que às vezes acabam sendo levadas para outras). O problema disto tudo é o nome Distribuição... os leigos têm que interiorizar isso.

Mas por um lado acho que a ideia de uma Distro de Linux base para noobs era bom... só assim poderemos ver webcams, ratos, teclados, impressoras, scanners, etc... a dizer Designed for Ubuntu ou Compatible with Ubuntu. Porque se formos tentar fazer compativel com todas as distros dá porcaria porque já não é assim tão simples de instalar como no Windows. Logo Ubuntu é bom para leigos mas há que lhes fazer interiozar que há mais Linux. Os mais espevitados irão um dia experimentar outras e possivelmente migrar (ou não). Para a malta das IT penso que não haja problema visto que cada distro é melhor numa cena ou outra e aí conta a aplicação que uma determinada máquina vai ter para a escolha da distro.

El_UnO
27-12-2007, 20:59
Não me faz grande comichão o Ubuntu ser o mais popular do momento. Empresas de hardware desenvolvem drivers para GNU/Linux e não para uma distribuição específica, mesmo que só dêem suporte a uma ou duas não é difícil por a funcionar em outras (ou encontrar documentação que explique como o fazer). Neste aspecto o Ubuntu faz imenso pela comunidade de Linux em geral pois a sua popularidade dá mais motivação ás empresas para continuarem a apostar...

De resto competição há sempre, as restantes distribuições não vão deixar de existir nem de ser usadas só porque uma pegou moda. A Red Hat e a Novell continuam a apostar nas suas distribuições e a fazer documentação, o Gentoo é uma distribuição de nicho e no entanto é das melhores documentadas que por aí andam, o Debian continua espalhado por milhares de servidores e com uma estabilidade quase imbatível e por aí fora.

Para o público em geral que só usa aquilo que vem com o pc, esses provavelmente pensarão sempre que o Ubuntu é "o Linux", but who cares? Hoje só conhecem o windows, ao menos ficam a conhecer algo melhorzinho :D

CR_
27-12-2007, 21:17
Não me faz impressão nenhuma a não ser para picar o pessoal :D

Se Ubuntu tomasse o lugar monopolizador do windows não faria grande diferença para as outras distros pois era compactiveís na mesma com os programas que dessem em Ubuntu (o kernel é o mesmo). A concorrência mantia-se ;)

_Kenshin_
27-12-2007, 21:33
na minha opiniao de utilizador de ubuntu acho k é a melhor distribuição de Linux k experimentei até agora..apesar de so ter experimentado o caixa magica ,alinex e algumas distros de linux do tipo vixta..

agora a questao do ubuntu ser benefico para o linux..é assim acho k é uma distro benefica para o Linux pelos seguintes motivos..esta a ser implementado em varias escolas pc's com o Ubuntu,dando assim oportidade as pessoas de conhecer outro S.O. alem do windows,e perceberem k o Linux nao é assim tao complicado.

tal como referiste petersaints a maioria das pessoas nao consegue comprender o conceito de Distro do Linux pk vivemos num mundo informatico em k a partir do momento k se compra um pc ele vem logo com o windows..e as pessoas pensam k so existe windows e nao existe mais nenhum S.O. e que ainda por cima k cada pessoa pode muda-lo

Nomearod
27-12-2007, 21:46
Dizer que o Ubuntu caso se massifique seja uma coisa mã, IMHO, é um enorme erro.

Ubuntu tem feito mais ao longo destes (muito poucos) anos do que grande parte das distribuições. Sim, eu sei que a base já estava lá toda no debian com o seu APT, mas a verdade é que foi o Ubuntu o grande impulsionador de tudo. Foi graças à sua facilidade de utilização e a campanha de markting (se é que pudemos dizer isto) que o mundo conheceu Linux.

Eu desde muito pequeno que fiquei fascinado por Linux. Desde os tempos do Red Hat 9 que comecei a mexer em Linux e naquela altura seria impensável chegar à escola e dizer aos meus colegas de turma (todos com idades à volta de 13) para instalarem aquilo. Agora Ubuntu? Até um leigo desde que não tenha hardware complicado consegue instalar.

A massificação seria excelente. Tentar "combater" Windows com tantas distribuições é complicado. Nunca nenhuma conseguiria ter uma percentagem de mercado suficientemente grade. Mas com Ubuntu isso pode mudar. É de longe a distribuição mais usada e está a crescer a um ritmo fantástico. A continuar assim e as grandes produtoras de hardware irão ver-se obrigadas a suportar Ubuntu (e consequentemente Linux).

Claro que isto pode levar a que muita gente não faça ideia de tudo o que está por traz. Provavlemente algumas pessoas que usam Ubuntu nem sabem que é baseado em Debian e que há muitas outras distros. Mas o que será melhor? Alguem conehcer e usar Ubuntu e desconhecer tudo o que está por traz ou apenas conhecer Windows e ignorar tudo isto?

Além disso, com o tempo as pessoas aprendem =)

ruivilela
27-12-2007, 21:55
O Ubuntu parece-me uma daquelas distros em que puseram a consola no canto do fundo com um chapéu em cima :)

astrisko
27-12-2007, 22:12
O Ubuntu teve o grande merito de trazer o Linux às massas, isto porque é bastante user friendly, tem uma enorme comunidade por trás e claro pelo excelente markting que foi feito, com o ship it por exemplo, para mim isto é sem dúvida alguma benefico para o Linux e para os seus users.

O 1º contacto que tive com Linux foi acerca de 7 anos e pelo que me lembro era impraticavel utiliza-lo como SO principal, para um user comum, depois andei um bocado afastado e peguei novamente no Linux, muito por causa do hype que existia à volta do Ubuntu, na altura era a versão 6.06 e adorei-o, e depois veio a vontade de conhecer outras distros, experimentei quase tudo e dá-me um gozo enorme conhecer e explorar várias distros, descobrir novos WM, novos programas e novas formas de fazer as coisas, aprendi imenso neste ultimo ano e pouco.

Tudo isto para dizer que apenas estou no mundo GNU/Linux, por causa do Ubuntu e como eu há muitos outros casos, claro que existirão utilizadores, que testarão o Ubuntu e ficarão por ai, nada contra, existem diversos perfis de utilizadores, há quem goste de explorar e descobrir coisas novas e há quem simplesmente quer ter um SO que não dê chatices e faça tudo o que querem, a esses pouco lhes interessa se estão a usar Windows, MAC ou uma qualquer distro Linux e é este último público que o Ubuntu mais tem ajudado.

Resumindo, quem é Geek por natureza sempre usou Linux, e irá continuar a usar e a testar milhentas distros diferentes, quem é normalzinho :P e sempre usou Windows, está agora a migrar para Linux, apesar de nem sequer saberem o conceito de distro.

E claro, no fundo Linux é Linux :D

souto
27-12-2007, 22:16
O kernel está lá. Escondidinho mas está. Portanto...

Cada um usa o Linux como quer. Para quem usa Ubuntu, é ligeiramente diferente: usa o Linux como pode/sabe. Foi isso que o Ubuntu permitiu (e outras distros claro): ter-se um sistema open source usável.

Nomearod
27-12-2007, 22:32
O Ubuntu parece-me uma daquelas distros em que puseram a consola no canto do fundo com um chapéu em cima :)


Para o user comum que só quer usar e que assusta-se todo ao ver uma linha de comandos é isso que se quer. Para o outros, será assim tão dificil ir lá tirar o chapéu? É que são só 2 cliques e tens a consola aberta. :P

heeven
27-12-2007, 22:37
Ubuntu deve ser com Suse e PCLinuxsOS as distros mais fáceis por onde se começar. é um bom sistema operativo..simples..eficaz..relativamente rápido...não me admira que tenha "virado moda". Não é a distro que uso, mas quando me perguntam qual a mais fácil e por onde devem começar eu recomendo ubuntu ou suse. Porque quem começa e vem do mundo windows, acho que até o conceito de "consola" lhes faz confusão -.-

xtr3me
27-12-2007, 22:46
Também não me faz muita espécie que o Ubuntu esteja massificado. Acho é importante que as pessoas saibam que ubuntu é apenas uma distro. Quanto ao resto, como já houve de resto uma discussão sobre o assunto, isso é precisamente (para mim) uma das vantagens do linux: a diversidade.

Cada pessoa pode escolher o "modelo" que melhor se adapta ao que pretende e pode mesmo evoluír de forma sustentada, começando por distros mais user-friendly e evoluíndo para coisas mais complicadas. Caso sinta necessidade.

Claro que "evoluír" não tem necessariamente que ser para algo mais complicado, mas sim apenas mudar para algo melhor (conceito que é subjectivo).

aluminium23
27-12-2007, 22:54
Na minha humilde opinião, o Ubuntu trouxe muita gente para o mundo Linux, que não viria se uma distribuição como esta não existisse. Ora, acho que é bastante bom para a comunidade, mas por outro lado, acho muito mau, que muitas dessas pessoas, não saibam que "Ubuntu é Linux" e não "Linux é Ubuntu". Essas mesmas pessoas, mais tarde ou mais cedo, vão desistir do Ubuntu ou de outra distribuição user friendly, porque vai haver alguma dificuldade que não vão conseguir ultrapassar, quer por não terem paciência ou conhecimentos ou mesmo capacidade.

petersaints
27-12-2007, 23:00
Na minha humilde opinião, o Ubuntu trouxe muita gente para o mundo Linux, que não viria se uma distribuição como esta não existisse. Ora, acho que é bastante bom para a comunidade, mas por outro lado, acho muito mau, que muitas dessas pessoas, não saibam que "Ubuntu é Linux" e não "Linux é Ubuntu". Essas mesmas pessoas, mais tarde ou mais cedo, vão desistir do Ubuntu ou de outra distribuição user friendly, porque vai haver alguma dificuldade que não vão conseguir ultrapassar, quer por não terem paciência ou conhecimentos ou mesmo capacidade.

Depende se Ubuntu se tornar tão user-friendly como Windows (e já não falta muito se as empresas apoiarem) acredito que Ubuntu se vai tornar o Linux... É aquilo que eu sempre disse para o Linux vencer o Windows tinha que haver um (distro) Linux de consumo havendo um mercado paralelo (as restantes distros) para os Power Users, Programadores e que alimentasse essa distro de consumo. Eu sei que vai contra a filosofia Open Source mas agarrando-se a esta filosofia nenhuma distro (ou o Linux em geral) poderá sequer abalar a Microsoft.

aluminium23
27-12-2007, 23:07
Depende se Ubuntu se tornar tão user-friendly como Windows (e já não falta muito se as empresas apoiarem) acredito que Ubuntu se vai tornar o Linux... É aquilo que eu sempre disse para o Linux vencer o Windows tinha que haver um (distro) Linux de consumo havendo um mercado paralelo (as restantes distros) para os Power Users, Programadores e que alimentasse essa distro de consumo. Eu sei que vai contra a filosofia Open Source mas agarrando-se a esta filosofia nenhuma distro (ou o Linux em geral) poderá sequer abalar a Microsoft.
Claro, eu concordo.
É benéfico para a comunidade Linux, porque começa a haver mais suporte para hardware.
Mas há muita gente que está habituada ao "menu iniciar" e à politica Windows. Quer queiramos, quer não, é complicado fazer uma mudança radical.
:)

esquiso
28-12-2007, 00:25
Também não me faz muita espécie que o Ubuntu esteja massificado. Acho é importante que as pessoas saibam que ubuntu é apenas uma distro. Quanto ao resto, como já houve de resto uma discussão sobre o assunto, isso é precisamente (para mim) uma das vantagens do linux: a diversidade.

Cada pessoa pode escolher o "modelo" que melhor se adapta ao que pretende e pode mesmo evoluír de forma sustentada, começando por distros mais user-friendly e evoluíndo para coisas mais complicadas. Caso sinta necessidade.

Claro que "evoluír" não tem necessariamente que ser para algo mais complicado, mas sim apenas mudar para algo melhor (conceito que é subjectivo).

Bingo!

Eu não vejo o texto como um ataque ao Ubuntu. Seria estupido faze-lo, depois de tudo o que Ubuntu deu ao GNU/Linux: deu o relevo que ele precisava, deu a userbase para começar a significar algo, deu a voz, deu o poder, mostrou a muito boa gente que existe mundo para além de Windows e MacOS. Claro que também trouxe problemas, mas não chega nem de perto nem de longe para fazer comichão às vantagens.

O problema que se afigura neste texto é o que o xtr3me muito bem sintetizou: o Ubuntu é apenas uma distro. Existem um mundo, literalmente, para alem dele. E muita gente não se apercebe disso. Não se apercebe que existem n distros que, se calhar, se adaptariam como uma luva à sua utilização diária, à sua maneira de pensar, de agir, se adaptariam melhor do que Windows ou Ubuntu se adaptam.
De quem é a culpa? Pode dizer-se que é um pouco de muita gente. De quem não procura saber mais, de quem não incentiva a essa descoberta, de quem escreve artigos e refere-se ao GNU/Linux (outro common mistake deste genero, confundir Linux com GNU/Linux, mas isso também dava pano para mangas) como sendo sómente o Ubuntu, de quem vem de Windows e está habituado a apenas uma versão do mesmo SO em simultaneo.
O que se pode fazer? A bem dizer, contra a vontade de os users querem saber mais nada. A ignorancia é repousante, não cria problemas e não cria necessidade de pensar. Mas pode-se pedir um esforço aos outros agente: quem aconselha, quem escreve artigos. Desmistificar.

xtr3me
28-12-2007, 01:15
A ignorancia é repousante, não cria problemas e não cria necessidade de pensar. Mas pode-se pedir um esforço aos outros agente: quem aconselha, quem escreve artigos. Desmistificar.

Só um aparte que nada tem a ver com o tópico que estamos a falar.

Esquiso este pequeno quote é só para dizer que para mim é um "bocado de texto" brilhante. Sem qualquer tipo de exagero, no que a mim diz respeito.

Desculpem o aparte, mas gostei mesmo destas frases que o esquiso escreveu.

Tha1
28-12-2007, 01:36
Eu não tenho nada contra o Ubuntu.
Como já disseram aqui, é preciso é que as pessoas compreendam que Linux não é só Ubuntu. Foi por esta distro que comecei no mundo do Linux.Depois parti para outra, e outra, até à actual (Arch).
Se para as outras pessoas,servir de porta de entrada a este mundo,como serviu para mim,tanto melhor.À medida que forem usando mais a distro, apercebem-se também de que há outras distros que fazem o pretendido, uma melhor,outras pior... mas também tem de haver vontade das pessoas em aprenderem a usar outras distros, ou por outras palavras, a partirem para outra.

Heron
28-12-2007, 01:40
Eu não acho que seja um problema. O que não falta na internet é informação sobre o mundo GNU/Linux e sobre distros, só alguém que não tenha interesse em saber é que pensa que Linux=Ubuntu, e para este tipo de pessoa (casual user: mail+browser+office) o Ubuntu serve muito bem.

Eu não acho que conhecer o mundo GNU/Linux seja inerentemente bom. Óbviamente que nós (users do TZ), que somos curiosos sobre informática, achamos importante aprender este tipo de temática, mas a realidade é que existe um número enorme de pessoas (que são um do público alvo do Ubuntu) que simplesmente não se interessa por informática.

Quanto aos artigos que falam do Ubuntu como se fosse Linux, são simplesmente maus artigos. Quando leio um artigo parto do príncipio que o autor tem um certo nível do conhecimento sobre a matéria, mas há sempre aqueles artigos que são escritos por nabos.

madskaddie
28-12-2007, 02:30
Custa-lhes compreender o conceito que cada distribuição não passa de empacotamentos personalizados de várias apps e ferramentas, algumas exclusivas de cada distro (que às vezes acabam sendo levadas para outras). O problema disto tudo é o nome Distribuição... os leigos têm que interiorizar isso.

É compreensível... eu cá digo que cada distro (ou família de distros) são SOs diferentes. Por exemplo a maneira de os configurar são completamente distintas assim como o arranque, etc... Por exemplo, no Debian tens vários kernel há disposição[1]. Isso é de tal forma notável que fazer um script para uns não é fazer para outros, o que torna o ambiente (geral) forte mas fragmentado. Isso tem prós e contras.

Para mim o que torna o linux forte, não é a parte técnica mas sim ser o primeiro livre. Tal como a MS vingou por A primeira a conseguir massificar, um efeito semelhante se deu com o LINUX: é o kernel livre mais massificado (versus BSDs, SOLARIS e afins). O Ubuntu é um excelente ponto de entrada que ainda que "venha a ser o" LINUX, e como o ambiente é aberto, deixa espaço a todos os outros (já agora, por enquanto no Debian, no Ubuntu :P ). No mundo livre não haverá monopólios do tamanho do monopólio actual (eventualmente haverá um ou outro durante algum tempo tipo como as modas, mas nunca da dimensão do actual). No entanto julgo estar a haver uma convergência de distros, mas não acredito que alguma vez venha a haver uma unificação.



[1] http://www.debian.org/ports/index

Romani48
28-12-2007, 02:58
alem de que There's more to Linux than Ubuntu
there is also more to Ubuntu then plain-Ubuntu!

eu concordo com o facto do ubuntu estar quase metido num pedestal é exagerado
tantas outras distros 5* que por ai andam

mas mesmo para o n00b user o ubuntu não é o melhor ATM.. mas sim algumas distros Ubuntu-based
caso do Mint por exemplo.. que está muito mais descomplicado.. e com os repositorios tão cheios como tem em relação ao Ubuntu.. é mais fácil para o n00b encontrar qualquer coisa ;)

slack_guy
28-12-2007, 08:49
Eu cá sou da opinião que quanto mais gente usar Linux melhor para o Software Livre em geral: mais olhos a olhar para as aplicações = mais problemas detectados, mais segurança, mais sugestões = melhores aplicações Livres.

Se o Linux ganha ou não ao Windows para mim é perfeitamente indiferente: o desenvolvimento do Software Livre baseia-se mais no espírito da colaboração do que no da concorrência.

Quanto à moda *buntu... no worries... as modas vão e vêm mas o Slackware fica :-)

TuxBoss
28-12-2007, 10:14
Na minha modesta opinião a contribuição do Ubuntu para o mundo do Linux vê-se pelas contribuições dos seus devs no desenvolvimento do Kernel e das aplicações base da GNU.

LnxSlck
28-12-2007, 17:49
O que me preocupa ainda mais é as pessoas chamarem Linux a um sistema operativo que tem por nome GNU/Linux, especialmente o autor desse comentário.

ruivilela
28-12-2007, 18:17
Para o user comum que só quer usar e que assusta-se todo ao ver uma linha de comandos é isso que se quer. Para o outros, será assim tão dificil ir lá tirar o chapéu? É que são só 2 cliques e tens a consola aberta. :P

Isso se os "dummies" saberem para que serve. Se não usam a consola, também não devem saber usar vi, emacs, latex, head|cat|tail, etc... ah ... e o root desactivado por defeito ?

É uma questão de iniciativa ou necessidade. Uso Linux Gentoo (e já vinha de fedora,redhat, mandrakes, LFS :)). O Slackware e o arch também são boas escolhas.

arkannis
28-12-2007, 18:59
Isso se os "dummies" saberem para que serve. Se não usam a consola, também não devem saber usar vi, emacs, latex, head|cat|tail, etc... ah ... e o root desactivado por defeito ?
.

E achas mesmo que um "dummy", um user comum, precisa de algum desses programas que tu disseste acima? :lol:

Nomearod
28-12-2007, 19:15
alem de que There's more to Linux than Ubuntu
there is also more to Ubuntu then plain-Ubuntu!

eu concordo com o facto do ubuntu estar quase metido num pedestal é exagerado
tantas outras distros 5* que por ai andam

mas mesmo para o n00b user o ubuntu não é o melhor ATM.. mas sim algumas distros Ubuntu-based
caso do Mint por exemplo.. que está muito mais descomplicado.. e com os repositorios tão cheios como tem em relação ao Ubuntu.. é mais fácil para o n00b encontrar qualquer coisa ;)


Já à muito tempo que não uso Mint mas aquilo na altura que experimentei não passava de Ubuntu + codecs + novo tema.

Hoje em dia basta ir ao Add/Remove Programs procurar por Ubuntux (acho que é este o nome) e fica tudo instalado. Ou então abrir algum ficheiro sem codecs que ele propem a sua instalação.

VuDu
28-12-2007, 20:26
O que me preocupa ainda mais é as pessoas chamarem Linux a um sistema operativo que tem por nome GNU/Linux, especialmente o autor desse comentário.

Sem duvida, tocou num aspecto interessantimo: o autor do outro artigo referiu sempre Ubuntu, sem falar em distro ou Linux e este passou o artigo todo a falar em Linux sem falar em GNU...

arkannis
28-12-2007, 20:59
Já à muito tempo que não uso Mint mas aquilo na altura que experimentei não passava de Ubuntu + codecs + novo tema.

Hoje em dia basta ir ao Add/Remove Programs procurar por Ubuntux (acho que é este o nome) e fica tudo instalado. Ou então abrir algum ficheiro sem codecs que ele propem a sua instalação.

Mint tem uma série de coisas novas exclusivas do mint...
Não são lá muito uteis para users mais avançados, mas para novatos talvez até dêm jeito.

- codecs ja todos a bulir
- tema mais bonitoo
- uma coisa chamada mintInstall, que é muito user-friendly e serve para instalar algumas aplicações mais comuns.
- mintUpdate, que ainda é mais user-friendly do que o updater do ubuntu.
- mintDesktop que permite fazer umas configurações visuais de forma mais facil.

Mas pronto... o seu grande forte é já vir mesmo tudo a bulir! é so enfiar o CD e tá tudo pronto a usar. Traz tudo o que é preciso logo instalado.

Nomearod
28-12-2007, 22:07
Mint tem uma série de coisas novas exclusivas do mint...
Não são lá muito uteis para users mais avançados, mas para novatos talvez até dêm jeito.

- codecs ja todos a bulir
- tema mais bonitoo
- uma coisa chamada mintInstall, que é muito user-friendly e serve para instalar algumas aplicações mais comuns.
- mintUpdate, que ainda é mais user-friendly do que o updater do ubuntu.
- mintDesktop que permite fazer umas configurações visuais de forma mais facil.

Mas pronto... o seu grande forte é já vir mesmo tudo a bulir! é so enfiar o CD e tá tudo pronto a usar. Traz tudo o que é preciso logo instalado.

- Codecs:
*Basta abrir o Add/Remove e instalar "Ubuntu Restricted Extras"

-Tema mais bonito:
*É relativo. Não gosto de nenhum deles XD

-Mint install:
*Isso basicamente são packages que tiras do site deles e que com dois cliques instala, right? Mas já não podes fazer o mesmo com *debs? Um clique e abre o instalador. Outro clique no botão instalar e está pronto.

-Mint upgrade:
*Mais uma vez, é algo feito em 2 (!) cliques. Literalmente.

-Mind Desktop:
*Se tivesse mais opções era porreiro. Mas é talvez a única coisa que não dá para fazer no Ubuntu out of the box.

Compreendo que algumas pessoas prefiram Mint por causa do que enumeraste mas sejamos realistas, é muito mais user friendly do que Ubuntu? Claro que não.

Sinceramente, não acho que se justifique usar Mint em detrimento do Ubuntu. Uma versão do Mint KDE talvez tivesse muito mais por onde pegar e trabalhar pois faltam algumas coisas importantes que não estão disponíveis out of the box como o Compiz Fusion no Kubuntu.

A menos que seja mesmo muito, muito, mas muito preguiçosos e não possam instalar o "Ubuntu Restriced Extras", o mint não justifica.

LnxSlck
28-12-2007, 23:55
Compreendo que algumas pessoas prefiram Mint por causa do que enumeraste mas sejamos realistas, é muito mais user friendly do que Ubuntu? Claro que não.

Sinceramente, não acho que se justifique usar Mint em detrimento do Ubuntu. Uma versão do Mint KDE talvez tivesse muito mais por onde pegar e trabalhar pois faltam algumas coisas importantes que não estão disponíveis out of the box como o Compiz Fusion no Kubuntu.

A menos que seja mesmo muito, muito, mas muito preguiçosos e não possam instalar o "Ubuntu Restriced Extras", o mint não justifica.

Acho que isso que dizes de compensar ou não, é muito relativo, cada pessoa tem necessidades diferentes, e niveis de utilização também diferentes, se para ti o Mint não compensa em detrimento do Ubuntu, por exemplo para mim o Ubuntu não compensa em detrimento do Debian.

Acho que cada pessoa é diferente, e cada qual sabe o que melhor se adapta às suas necessidades, felizmente no mundo Gnu/Linux podemos escolher :D

arkannis
29-12-2007, 00:04
Eu uso Mint... mas ando a pensar mudar de distro, para uma que tenha versao de 64bits e seja ligeiramente diferente.
Uma das hipoteses que estou a ponderar é Debian... mas quer dizer... Mint é Debian-based, não ia eu ficar mais ou menos na mesma? Ia estar a ter trabalho para depois ficar com uma distro praticamente igual?

O que é efectivamente diferente entre o Debian mais recente e Ubuntu?

É isto que por vezes me interroga, e vai ao encontro do que é discutido no tópico, das poucas distribuições que experimentei (Fedora, Ubuntu, Mint), elas pareceram-me todas muito iguais lol. Que grandes diferenças podem efectivamente haver entre duas distribuições?

JFoX
29-12-2007, 02:50
No mint tens a vantagem de ter um live cd com capacidade para ler mp3s e navegar na net com java e flash player enquanto live cd e bastante superior ao ubuntu e como desktop nao vejo nenhuma desvantagem
logo....
uso o mint

no_gravity
29-12-2007, 04:01
O Ubuntu tomou a dianteira por ser extremamente user friendly. Depois de obter apoios, é um pequeno passo para a massificação e consequente concorrência com Windows (quanto mais não seja por ser usado pelos "pseudo-l337s")

Depende se Ubuntu se tornar tão user-friendly como Windows (e já não falta muito se as empresas apoiarem) acredito que Ubuntu se vai tornar o Linux... É aquilo que eu sempre disse para o Linux vencer o Windows tinha que haver um (distro) Linux de consumo havendo um mercado paralelo (as restantes distros) para os Power Users, Programadores e que alimentasse essa distro de consumo. Eu sei que vai contra a filosofia Open Source mas agarrando-se a esta filosofia nenhuma distro (ou o Linux em geral) poderá sequer abalar a Microsoft.

Concordo inteiramente com o petersaints. Temos de engolir o orgulho na filosofia Open Source para que este conceito se possa realmente desenvolver (vejam antes por este prisma: "atacar com a mesma arma" :D).
E penso que algo como uma "distro de consumo" é ideal, feita para o utilizador comum, servindo ao mesmo tempo outro propósito, ou seja, fazer crescer a comunidade e abalar as bases da Microsoft, obtendo ao mesmo tempo suportes (como drivers e software em geral) para as outras distros também, que de outro modo seriam dirigidos apenas para Windows e Mac.

Eu só concordaria com o autor do artigo se agora a Canonical decidisse produzir um SO diferenciado do Linux. Aí sim, o resto da comunidade deixaria de beneficiar com as metas alcançadas pelo Ubuntu.

Taz
29-12-2007, 05:27
O linux vai pegar a sério quando alguém inventar um "crack" para ele. Tem de haver aquela motivação extra, o bichinho. O ubuntu democratizou um bocado as coisas, mas ainda " falta um bocadinho assim", os jogos. Venham os jogos, sem a chatice da configuração dos emuladores e performances do piolho, e temos revolução a sério.

souto
29-12-2007, 05:48
... os jogos. Venham os jogos, sem a chatice da configuração dos emuladores e performances do piolho, e temos revolução a sério.

.

esquiso
29-12-2007, 11:59
Concordo inteiramente com o petersaints. Temos de engolir o orgulho na filosofia Open Source para que este conceito se possa realmente desenvolver (vejam antes por este prisma: "atacar com a mesma arma" :D).

HELL NO!
Até o proprio Linus o disse: o GNU/Linux não é um concorrente ao Windows, nem o pretende ser. Que adianta mudar, se vamos mudar para uma coisa "parecida" (é o que tiro da frase: "atacar com a mesma arma")? Se o GNU/Linux não triunfar enquanto aquilo que hoje o faz especial -e não estou a falar da estabilidade, da segurança, do sistema de package manager, porque se fosse por isso já o GNU/Linux tinha triunfado, há muito-, nunca deverá triunfar, pois já não é GNU/Linux.
Agora, num mundo em que as filosofias são levadas à risca, era a hipocrisia total se isto acontecesse. Tanto tempo a apregoar ao open source, ao free software, a não usar drivers proprietários, quando no fim querem subverter só para destornarem Windows.
Eu repito: o GNU/Linux não é um concorrente ao Windows. Deixem-nos tar quietos no canto deles (ou deixem-se estar queitos no vosso). Se eles quiserem mudar, que o façam, só fico agradado.

Nomearod
29-12-2007, 12:12
HELL NO!
Até o proprio Linus o disse: o GNU/Linux não é um concorrente ao Windows, nem o pretende ser. Que adianta mudar, se vamos mudar para uma coisa "parecida" (é o que tiro da frase: "atacar com a mesma arma")? Se o GNU/Linux não triunfar enquanto aquilo que hoje o faz especial -e não estou a falar da estabilidade, da segurança, do sistema de package manager, porque se fosse por isso já o GNU/Linux tinha triunfado, há muito-, nunca deverá triunfar, pois já não é GNU/Linux.
Agora, num mundo em que as filosofias são levadas à risca, era a hipocrisia total se isto acontecesse. Tanto tempo a apregoar ao open source, ao free software, a não usar drivers proprietários, quando no fim querem subverter só para destornarem Windows.
Eu repito: o GNU/Linux não é um concorrente ao Windows. Deixem-nos tar quietos no canto deles (ou deixem-se estar queitos no vosso). Se eles quiserem mudar, que o façam, só fico agradado.

GNU/Linux quer queirámos quer não é um concorrente ao Windows. Estão todos a competir no mesmo mercado. São todos sistemas operativos. GNU/Linux, Windows ou MacOS.

Ou achas que empresas como a Red Hat, Oracle ou Suse não querem ver o seu sistema operativo a ter uma fatia de mercado maior que windows?

O que os diferencia (além de tudo o que já enumeraste) é a filosofia e ningém aqui quer mudar isso. Mas também ninguém obriga a que todas as distros tenham a mesma maneira de pensar. Para mim, Ubuntu seguiu o melhor caminho: Continua a apostar em soluções open source mas quando as mesmas são insuficientes recorre a closed source.

Será preferível poder jogar jogos com drives open source da nvidea ou em vez de usar MP3 usar OGG? Claro que sim. É viável nos dias de hoje? Não!

Até que Linux tenha uma percentagem substancial de mercado nada disso mudará. Só com uma distribuição forte e com uma user base substancial é que é possível atacar o Windows e mostrar ao mundo que já não somos apenas um nicho mas algo que cresceu e que merece a atenção dos fabricantes de hardware.

Irá sempre existir Debian, Gentoo, Slackware e Fedora que mantem-se completamente fiéis aos seus principios mas ainda bem que existem pessoas a querer andar de uma maneira diferente. Olha para o caso do Codec Buddy no Fedora. Quem é que vai pagar 20€ para poder ver algum filme em divx que tem no PC?...

Além de tudo isto, é óbvio que caso Ubuntu (ou "todas" as distros GNU/Linux) tenham sucesso em diminuir a fatia de marcado do windows que não só existirá maior atenção a nível de drives para o hardware como também mais "mão-de-obra" a mais investimento.

BTW, não acredito mesmo que haja alguem a user GNU/Linux que prefira usar closed software em detrimento de open souce, mas a verdade é que isso é necessário face à hegemonia do Windows que nos obriga a ter que andar a instalar codecs e drivers se queremos ter um computador funcional. Se para mudar isso é necessário por agora andar a usar esses mesmo programas, então que se use. Mais cedo ou mais tarde isso poderá mudar.

TuxBoss
29-12-2007, 22:35
GNU/Linux quer queirámos quer não é um concorrente ao Windows. Estão todos a competir no mesmo mercado. São todos sistemas operativos. GNU/Linux, Windows ou MacOS.

Ou achas que empresas como a Red Hat, Oracle ou Suse não querem ver o seu sistema operativo a ter uma fatia de mercado maior que windows?


Nem a Oracle (??) nem a Suse(??) têm sistemas operativos.

Quanto à concorrência dessas empresas não é directamente com o mercado tipo da MS, o do utilizador caseiro. RedHat e Novell combatem no mercado empresarial e de aplicações no qual a MS é só mais um player como uma série de outros. Assim sendo, tão-se bem cagando para eye candy, codecs xpto e jogos, como tal não são, nem serão concorrentes ao Windows no cenário que apresentaste.

No entanto, e curiosamente, o mundo do "Linux" mesmo sendo baseado no modelo de desenvolvimento conjunto, depende de 3 ou 4 organizações que carregam ás costas o seu desenvolvimento, e, lo and behold, dessas 3 ou 4, 2 são exactamete a Novell e a Red Hat e das outras duas nenhuma delas é o Ubuntu, (embora haja uma que começa com D e acaba com n com "ebia" no meio).

esquiso
29-12-2007, 23:22
GNU/Linux quer queirámos quer não é um concorrente ao Windows. Estão todos a competir no mesmo mercado. São todos sistemas operativos. GNU/Linux, Windows ou MacOS.

Ou achas que empresas como a Red Hat, Oracle ou Suse não querem ver o seu sistema operativo a ter uma fatia de mercado maior que windows?

O que os diferencia (além de tudo o que já enumeraste) é a filosofia e ningém aqui quer mudar isso. Mas também ninguém obriga a que todas as distros tenham a mesma maneira de pensar. Para mim, Ubuntu seguiu o melhor caminho: Continua a apostar em soluções open source mas quando as mesmas são insuficientes recorre a closed source.

Será preferível poder jogar jogos com drives open source da nvidea ou em vez de usar MP3 usar OGG? Claro que sim. É viável nos dias de hoje? Não!

Até que Linux tenha uma percentagem substancial de mercado nada disso mudará. Só com uma distribuição forte e com uma user base substancial é que é possível atacar o Windows e mostrar ao mundo que já não somos apenas um nicho mas algo que cresceu e que merece a atenção dos fabricantes de hardware.

Irá sempre existir Debian, Gentoo, Slackware e Fedora que mantem-se completamente fiéis aos seus principios mas ainda bem que existem pessoas a querer andar de uma maneira diferente. Olha para o caso do Codec Buddy no Fedora. Quem é que vai pagar 20€ para poder ver algum filme em divx que tem no PC?...

Além de tudo isto, é óbvio que caso Ubuntu (ou "todas" as distros GNU/Linux) tenham sucesso em diminuir a fatia de marcado do windows que não só existirá maior atenção a nível de drives para o hardware como também mais "mão-de-obra" a mais investimento.

BTW, não acredito mesmo que haja alguem a user GNU/Linux que prefira usar closed software em detrimento de open souce, mas a verdade é que isso é necessário face à hegemonia do Windows que nos obriga a ter que andar a instalar codecs e drivers se queremos ter um computador funcional. Se para mudar isso é necessário por agora andar a usar esses mesmo programas, então que se use. Mais cedo ou mais tarde isso poderá mudar.

Ainda me vão tomar por fundamentalista, mas vou ter de fazer finca pé. :p

Não acho que eles sejam concorrentes, nenhum dos 3. São filosofias tão distintas (essencialmente entre a Microsoft e o GNU/Linux) que nem sequer oferecem produtos semelhantes - não podes usar Windows da mesma maneira que usas GNU/Linux. E sabes como é: Linux - We are Kommunistz

A Red Hat e a Novell (a empresa por detras da SUSE) ganham dinheiro com o suporte a clientes (a ideia que tenho, é que são mais servidores e afins), correcto. Mas é onde é que a MS faz verdadeiro dinheiro? Tu sabes a resposta, e sabes também que eles nunca poderão fazer isso - ou se fizerem, só apanham patos. E nem percebo como é que a Oracle é metida no meio disto, é um mercado totalmente à parte. E quem é que vai pagar quando pode obter uma taxa de eficacácia de resolução de problemas muito semelhante, com um tempo de resposta muito reduzido e de graça em foruns da especialidade?

Esse caminho que tu referes não é de todo o melhor caminho: o Mark que até um tipo com dinheiro, com conections, bem que os podia espremer um bocadinho. Mas a partir do momento em que o Launchpad é o que é (em termos de licenças), não me parece que haja esse esforço por parte da Canonical. Porque se houvesse, as coisas podiam ser diferentes.
E não é possivel usar .ogg em vez de .mp3 porque? Eu sempre que rippo música, ou faço-o em FLAC ou em OGG; cada vez é mais frequente encontrares em trackers músicas em FLAC, novas bandas a disponibilizar gravações em OGG, a Last.FM disponibiliza músicas de graça em OGG. Quanto às questões de drivers, eu espero que a nvidia siga o caminho da AMD/ATI, mas não ponho muita fé nisso. Mas, felizmente, é o unico componente completamente proprietário (o VMPlayer é "meio"-aberto) que tenho no meu sistema - mas ao menos, funciona!

Distros sempre existirão, sempre terão o seu grupo de pessoas que partilham de uma mesma cosmovisão. Terão mais ou menos preponderancia, sempre acontecerá - há uns tempos era Slack, Red Hat; agora em termos de user base é o Ubuntu e em termos de "mentalidade" (iykwim, não me estou a lembrar de termo mais correcto :x) é Debian.

Romani48
02-04-2008, 21:13
desculpem o DIG da thread, mas é um artigo interessante..
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Is Ubuntu becoming the generic Linux distro? (http://blogs.zdnet.com/hardware/?p=1641)



Has anyone else noticed an increasing number of Linux newbies who seem to think that Ubuntu is Linux and Linux is Ubuntu?
Over the past year or so I’ve noticed an increasing number of newbies (a term which I use affectionately) interested in taking Linux for a spin - for example, the number or emails I’m getting on the subject from zero a year ago to several dozen a week. The reasons for their interest in Linux are many and varied, as is the level of commitment to making the switch from Windows or Mac. However, one thing stands out from all the conversations - the number of people who seem to confuse Ubuntu for Linux. I can tell because they will either use both terms interchangeably or be using the name Ubuntu in a generic sense. Moreover, it seems to be confined to Ubuntu. I’ve not seen the name of another distro used in the same way.
I have to admit that I like Ubuntu. Like it a lot. I’ve handled dozens of Linux distros over the past year to eighteen months and I always come back to Linux. While I don’t put myself into the Linux n00b category, I know that I’m not a million miles away from that camp so Ubuntu’s friendliness and simplicity isn’t lost on me. But another appeal of Ubuntu is the clear development cycle that the developers follow, along with the fact that each version I try turns out to be a significant improvement over the previous release. There’s real momentum in the project. Whether the same level of development will happen once the basics have been nailed down remains to be seen, but for now, development seems to be moving on at a fair pace.
I’m of the opinion that the evolution of Ubuntu into the generic Linux distro isn’t a bad thing. My opinion is that when it comes to a beginner entering the world of Linux, the staggering array of distros available is off-putting (I know that many disagree with me on this point and claim that choice is a good thing, but no one can show me evidence that new users embrace the huge number of distros with ease). A single distro offers those wanting to dabble in Linux a place to start and if Ubuntu is all; they need from Linux, great, otherwise there’s a whole world of Linux distros to experiment and play with.
Ubuntu upcoming release, codenamed Hardy Heron, will be one of the easiest distros for newbies to try out thanks to the addition of the umenu loader and Wubi installer (http://blogs.zdnet.com/hardware/?p=1570), both of which make installing Ubuntu alongside Windows easy. This will no doubt help make Ubuntu even more popular with Linux newbies.
Thoughts? Do you think that Ubuntu is becoming the generic Linux distro? Is this a good thing? Is Ubuntu the best distro for beginners? If not, what do you suggest?

ZDnet

AlgoReal
02-04-2008, 23:50
A meu ver, o Ubuntu nos últimos tempos tem sido a distro GNU/Linux que mais se tem evidenciádo, muitas distros estao neste momento a ser exploradas por utilizadores que começaram no Ubuntu e que com a experiência que tiveram, quiseram alargar os seus conhecimentos. Na minha ideia, o Ubuntu é um sistema engraçado para quem é novo e não só...A facilidade de instalação vinda do Debian, aliás distro que uso, aliádo ao seu robusto funcionamento, com a sua imagem bonita por defeito, e com todo o seu user friendly tem feito maravilhas, e sem duvida que sou de acordo e apoio qualquer utilizador a usar linux, afinal se é o sistema que uso e gosto de utiizar, vou aconselha-lo a todos os meus amigos e não só..
Quanto ao seu desenvolvimento em massa, eu acho bem, já está na altura dos programadores (alguns) saberem que existem mais SO's que o Windows, unico motivo pelo qual continuo a usar windows, embora que na minha máquina virtual, isto por causa de programas tal como o ORCAD, ACAD, MPLab entre outros...em que os seus programadores ou são aliciados a criarem somente programas para windows, ou entao não conhecem Linux.
Para acabar....
Usem Ubuntu....Faz bem à Saúde.....
:)
O Ubuntu é fixe...

bitkill
03-04-2008, 00:54
O Ubuntu com as suas filosofias RETROGRADAS não vai chegar a lado algum. Porquê não vir com codec's, e não instalar as driver's proprietárias??
Porque a sua filosofia diz que tudo o que pode vir com o ubuntu é apenas software totalmente OPEN
Mas, já agora queriam que disponibilizassem o código das driver's para....?
para passado um mês o GPU rebentar com uns driver's que sacaram de um sitio qualquer??

E querem que estejam sempre a sair novos codec's para algum site de download de Vídeo, música, etc, vos pedir para instalar o codec deles?

-->NÃO!



...mas sempre dá para as pessoas começarem a aprender linux... (A primeira coisa que aprendi (no primeiro dia) foi: Ctrl+Alt+BkSp)

astrisko
03-04-2008, 10:38
O Ubuntu com as suas filosofias RETROGRADAS não vai chegar a lado algum. Porquê não vir com codec's, e não instalar as driver's proprietárias??

Mas, já agora queriam que disponibilizassem o código das driver's para....?
para passado um mês o GPU rebentar com uns driver's que sacaram de um sitio qualquer??

E querem que estejam sempre a sair novos codec's para algum site de download de Vídeo, música, etc, vos pedir para instalar o codec deles?

-->NÃO!



...mas sempre dá para as pessoas começarem a aprender linux... (A primeira coisa que aprendi (no primeiro dia) foi: Ctrl+Alt+BkSp)

Neste momento instalar drivers proprietárias e codecs é ridicularmente simples em Ubuntu, acho engraçado que ninguém se queixe por ter que instalar os codecs em Windows, mas em Linux se tiverem que dar 2 cliques para os instalar já é uma tragédia, mas pronto se acham que 2 cliques é uma operação demasiado complexa e enfadonha, têm a liberdade para usar uma distro que já os traga out of the box ;)

Como já disse neste tópico o Ubuntu teve o mérito de levar o GNU/Linux às massas, pode não ser a distro perfeita, mas foi a distro que mais fez até agora pela massificação do GNU/Linux no desktop, eu estarei-lhe eternamente grato por me ter feito ganhar o gostinho por este mundo, apesar de já não a usar :D

kanguru
03-04-2008, 10:58
já não é preciso instalar repositórios diferentes para poder usar certos drivers, ou certos codecs, etc?

Quanto a confundir, muita gente confunde. Assim como, e isto desde sempre, "ah e tal, a distribuição X não funciona com a placa wifi ke tenho, mas a Y funciona". Se uma funciona a outra tb funciona, podem é ter que se mexer um pouco para meter a trabalhar.

[knap]
03-04-2008, 18:02
O Ubuntu com as suas filosofias RETROGRADAS não vai chegar a lado algum. Porquê não vir com codec's, e não instalar as driver's proprietárias??

Mas, já agora queriam que disponibilizassem o código das driver's para....?
para passado um mês o GPU rebentar com uns driver's que sacaram de um sitio qualquer??

E querem que estejam sempre a sair novos codec's para algum site de download de Vídeo, música, etc, vos pedir para instalar o codec deles?

-->NÃO!



...mas sempre dá para as pessoas começarem a aprender linux... (A primeira coisa que aprendi (no primeiro dia) foi: Ctrl+Alt+BkSp)

Porque são isso mesmo, proprietários. Se existir algum bug eles não conseguem dar assistencia.

Drivers rebentarem hardware? Pensava que estávamos em 2008. :rolleyes:

esquiso
03-04-2008, 18:09
Vamos por partes.

O Ubuntu com as suas filosofias RETROGRADAS não vai chegar a lado algum. Porquê não vir com codec's, e não instalar as driver's proprietárias??

Porque 1) é ilegal vir com determinados codecs em alguns países e porque 2) é perfetiamente possível eu querer usar drivers opensource não anulando a hipotese de escolha de eu querer usar drivers proprietários.


Porque a sua filosofia diz que tudo o que pode vir com o ubuntu é apenas software totalmente OPEN

Mas, já agora queriam que disponibilizassem o código das driver's para....?

Porque caso eu tenha os conhecimentos necessários, poder muda-los a meu bel prazer. Para se poder livremente submeter bugs e inclusivelmente (ao mesmo tempo) poder submeter patches (deixando os devs livres para outras tarefas). Para ter a certeza de que não são apenas os devs que olham para o código das drivers. Porque apoio e concordo na generalidade com o movimento FOSS.

para passado um mês o GPU rebentar com uns driver's que sacaram de um sitio qualquer??

Não estamos em Windows. E se sacam drivers de "um sitio qualquer" a culpa é do utilizador, não do SO.

E querem que estejam sempre a sair novos codec's para algum site de download de Vídeo, música, etc, vos pedir para instalar o codec deles?

Que raio tem isto a ver?

blastarr
04-04-2008, 17:43
Assim, de repente (e sem procurar no Google ou no help do sistema), quantas pessoas do fórum é que sabem criar e apagar ficheiros e pastas usando comandos do MS-DOS na consola do Windows Vista/XP ?
Anyone ?

O Ubuntu é criticado por ter "protagonismo a mais" e por ser demasiado "user-friendly", mas a verdade é que existe uma coisa chamada "Evolução" que tem a "terrível" tendência para fazer com que coisas lógicas e simples prevaleçam sobre coisas ilógicas e/ou complicadas.

Não tenhamos dúvidas, escrever comandos de texto com abreviações crípticas para executar acções comuns não fará progredir nenhum sistema operativo (nem mesmo para certos administradores de sistema) na sua conquista de utilizadores.

Isto não significa que a consola desapareça, é apenas mais uma ferramenta que fica disponível.
Caso contrário, já há muito que a MS se teria livrado da Command Console em sistemas desktop, e a "Powershell" dificilmente estaria disponível para o Vista/XP, confinando-se ao Windows Server 2003/Server 2008.


E também não concordo com o facto de Ubuntu "monopolizar" o desenvolvimento de software para Linux.
A própria filosofia na raíz da distro é completamente oposta a essa actividade, e o facto de suportar oficialmente variantes com componentes diversificados (Kubuntu, Edubuntu, etc) é prova disso mesmo.

Como já disseram acima, foi um marketing cuidado e uma filosofia de releases incrementais regulares que o tornou popular.
Quanto muito, o Ubuntu é uma referência "estável" para que outros construam por cima dele, e beneficiem do seu suporte para hardware, novas tecnologias de software, etc.
Algo que muita falta fazia ao mundo GNU/Linux.

muddymind
04-04-2008, 17:56
Concordo plenamente com o blastarr e acrescento mais: estamos perante um processo cíclico...

Há uns 8-9 anos o red hat estava na posição priveligiada pois também permitiu abrir mais facilmente portas a novos users através do seu fantástico sistema rpm (que foi o que aconteceu também com o debian)... Mais tarde distros como mandrake, suse e afins tomaram o seu lugar tendo bem mais coisas out-of-the-box e facilitando mais a vida ao comum mortal que nunca mexeu em linux (+\- a posição do ubuntu relativamente ao debian). Ou seja... vira o disco e toca o mesmo :P

Ainda me lembro quando nessa altura o linux era praticamente sinónimo de redhat, mandrake (agora mandriva... que nome feio :-D) e suse... e acham que isso foi prejudicial ao desenvolvimento de seja o que for? don't think so...
(claro que para o pessoal mais hardcore da altura, o slack é que estava a dar :D)

slack_guy
04-04-2008, 18:50
blastarr:
Isto não significa que a consola desapareça, é apenas mais uma ferramenta que fica disponível.
Parece-me que estás a ver o problema ao contrário: as ferramentas com interface gráfico é que são alternativa à linha de comandos.

Em Linux, podes não ter interface gráfico (servidor X) e tens um sistema funcional. Em MS Windows o sistema está agarrado às janelas. Comparar MS-DOS com qualquer Shell (Bash, ZSH, CSH, KSH, etc) é um exercício levado da breca ;-)

Caso contrário, já há muito que a MS se teria livrado da Command Console em sistemas desktop, e a "Powershell" dificilmente estaria disponível para o Vista/XP, confinando-se ao Windows Server 2003/Server 2008.
Olha o que a MS diz acerca da PowerShell (os bolds são meus):
Windows PowerShell accelerates automation of system administration tasks and can help improve your organization’s ability to address the unique system-management problems of your server environment.
Fonte: http://www.microsoft.com/windowsserver2008/en/us/server-management.aspx

Como já disseram acima, foi um marketing cuidado e uma filosofia de releases incrementais regulares que o tornou popular.
'marketing cuidado' é um eufemismo para 'muito dinheiro do Mark Shuttleworth', right?

muddymind:
(claro que para o pessoal mas hardcore da altura, o slack é que estava a dar )
Estava e está. :-)

Romani48
04-04-2008, 18:56
Parece-me que estás a ver o problema ao contrário: as ferramentas com interface gráfico é que são alternativa à linha de comandos.

O que ele quer dizer é que com a substituição a linha de comandos troca de lugar e fica esta como uma alternativa...

o que é lógico porque a tendencia nos users "caseiros" é nunca tocar nesta..

Em Linux, podes não ter interface gráfico (servidor X) e tens um sistema funcional. Em MS Windows o sistema está agarrado às janelas. Comparar MS-DOS com qualquer Shell (Bash, ZSH, CSH, KSH, etc) é um exercício levado da breca ;-)

+/-...

além de não esquecer a "nova" (nova no presente mundo do windows) filosofia do Windows 7..
base em linha de comandos e o resto do sistema é construído em modulos sobre esta

(+/- uma ideia retirada do mundo linux)

neonl
04-04-2008, 22:19
Não é retirada do mundo do GNU/Linux, Romani48. É assim que um Sistema Operativo tem que funcionar. O Windows não está completamente agarrado às janelas isso basta usá-lo durante um bocado para perceber, como tu disseste.

Claro que não é a mesma coisa nos sistemas livres como o GNU/Linux ou um *BSD ou num proprietário, mesmo que este seja UNIX-based (como é o caso do MacOS). Num sistema livre há uma grande tendência a torná-lo modular. É como se um sistema Linux totalmente funcional em comparação com um sistema Windows totalmente funcional fosse a comparação entre uma construção em Lego com uma construção colada com super-cola3.

Em GNU/Linux podemos pôr e tirar as vezes que quisermos, mudar de sítio, e isto sem deixar vestígios que vão tornando o sistema lento e que provocam um cataclismo no resto dos programas (claro que isto em Windows não está sempre a acontecer, seria uma generalização exagerada mas é mais assim).

TuxBoss
05-04-2008, 12:15
além de não esquecer a "nova" (nova no presente mundo do windows) filosofia do Windows 7..
base em linha de comandos e o resto do sistema é construído em modulos sobre esta

(+/- uma ideia retirada do mundo linux)
Cof...Cof...Cof...

Essa "filosofia" (que não deixa de ser um passo no caminho certo) assenta numa coisa completamente imbecil que é ter um GUI só com uma janela com a linha de comandos e que permite lançar aplicações gráficas normais para configurar algumas coisas que só podem ser configuradas por GUI.

O conceito do X não existe no Windows, simplesmente porque todas as rotinas ligadas ao windows management estão no kernel, daí que no Windows os BSOD's aterrem um sistema, por problemas que não deveriam ser críticos.

Se me disseres que não faz sentido nas versões "caseiras" do windows haver uma arquitectura gráfica de cliente/servidor concordo plenamente, agora nas versões "server" é completamente idiota tal acontecer.

firedrops
05-04-2008, 12:20
Podem ver o sistema operativo como um cumular sucessivo de camadas de abstracção, em que a cada nível de abstracção se perde em especificidade/complexidade e se ganha em simplicidade/uniformidade. Enquanto que o comum user de Linux se enquadra no perfil do 'power user', não lhe é difícil trabalhar a um nível de abstracção mais baixo, acabando até por preferir dada o poder e liberdade que obtém. Já o 'average joe' necessita de uma 'camada de abstracção' suficientemente simples e descomplexificada, uniformizada entre os seus pares e concordante com um arquétipo de usabilidade em vigor (se esse user tiver sempre usado windows, naturalmente que espera que o Linux funcione como windows).

Portanto, há um compromisso entre liberdade de escolha vs uniformidade que é, a meu ver, extremamente instável.

Para quem aspira à massificação de GNU/Linux, tem que entender que ou se desenvolve um modelo de interoperabilidade entre distros absolutamente brilhante, uma 'camada de abstracção' comum entre todas elas que permita a transição de uma para a outra sem grandes arrufos, ou vamos entrar num regime de predação/fusão, que acaba por ser o que está a acontecer com o Ubuntu em detrimento das outras distros. Para evitar isto tem que apostar num modelo de transição sustentado que passa, em 1o lugar por aumentar o nível da literacia digital (se um user perceber a lógica modular subjacente por exemplo a uma distribuição de Linux, conseguirá perceber o modelo de escolha subjacente aos diferentes componentes, almejando idilicamente a uma maior preservação da liberdade de escolha) e em 2o lugar por um trabalho cooperativo entre distros.

Conto por exemplo o que me aconteceu há uns dias, ao instruir um amigo nas lides de GNU/Linux. Queria ele fazer download do skype. Não lhe ocorreu que viesse bundled com a distro, que penso que vinha, mas imagine-se que não vinha. Agora comparem em termos de usabilidade esta pagina http://www.skype.com/intl/pt-pt/download/skype/linux/ com http://www.skype.com/intl/pt-pt/download/skype/windows/ . Será que é mais simples instalar o Skype em Windows que em Linux? Provavelmente não, com um uso de um package manager. Mas porque é que eu tenho que escolher entre 11 ficheiros diferentes na página respectiva a linux? Porque não desenvolvem um standard para um meta-package (bastava que fosse um ficheiro que contivesse os links para os tais 11 ficheiros e que escolhesse o ficheiro pelo utilizador de acordo com a sua distro, e realizasse a instalação pelo package manager, resolvendo dependências e afins!) que funcionasse on-top do package manager da distro (já nem falo das distros que não usam package managers xD). Acho que caimos outra vez no jogo das camadas de abstracção, mas penso que seria benéfico a criação de um meta-package-manager cross-distro por exemplo.

Para mim, não desgosto das coisas como estão. Não tenho sonhos de massificação nem de destruição do Windows em virtude do GNU/Linux porque acho que quando isso acontecer aquilo que me atrai em GNU/Linux desaparece. Para mim é um sistema operativo de nichos; agrada-me o crescimento da userbase mas certamente não é so a mim que me irrita quando se usa Ubuntu como sinónimo de GNU/Linux e vice-versa (já nem falo de dizer Linux ou GNU/Linux :P), porque acaba por ser uma perda de identidade. E penso que se muita gente o usa é porque se identifica com a filosofia que lhe é subjacente. Acho que no dia em que o GNU/Linux se massificar, os nosso filhos (netos talvez, depende dos casos :P), vão usar uma coisa completamente do "contra", feito numa garagem por um grupo de pessoas alucinadas e vão usá-lo só por não ser mainstream e acima de tudo por ser DIFERENTE. Não é o que todos queremos? Pode-se não se chamar GNU/Linux, mas o bichinho que o faz mexer será o mesmo...

madskaddie
05-04-2008, 13:59
Conto por exemplo o que me aconteceu há uns dias, ao instruir um amigo nas lides de GNU/Linux. Queria ele fazer download do skype. Não lhe ocorreu que viesse bundled com a distro, que penso que vinha, mas imagine-se que não vinha. Agora comparem em termos de usabilidade esta pagina http://www.skype.com/intl/pt-pt/download/skype/linux/ com http://www.skype.com/intl/pt-pt/download/skype/windows/ . Será que é mais simples instalar o Skype em Windows que em Linux? Provavelmente não, com um uso de um package manager. Mas porque é que eu tenho que escolher entre 11 ficheiros diferentes na página respectiva a linux?


Isso é um erro que muitos fazem:

Linux como SO. O linux é só um kernel e não um SO completo.
Ditro como SO. Na realidade cada distribuição é um SO distinto, como muito código em comum com cada uma das outras (kernel e muitas apps).


Na página de escolha de SO, devia estar mais explícito (tipo página por distro). Mas atenção: este pensamento também existe no windows(em menor escala e quantidade de apps): Ficheiro par win98; Ficheiro para Win2K/XP; Ficheiro para Vista.

Porque não desenvolvem um standard para um meta-package (bastava que fosse um ficheiro que contivesse os links para os tais 11 ficheiros e que escolhesse o ficheiro pelo utilizador de acordo com a sua distro, e realizasse a instalação pelo package manager, resolvendo dependências e afins!) que funcionasse on-top do package manager da distro (já nem falo das distros que não usam package managers xD). Acho que caimos outra vez no jogo das camadas de abstracção, mas penso que seria benéfico a criação de um meta-package-manager cross-distro por exemplo.

Acho que isso está em curso na LSB. Há uns quantos problemas a resolver:

rpm: standard LSB (os da red-hat/mandriva/suse são todos diferentes do rpm5, usado noutros UNIX)
deb: Por alguma coisa o Ubuntu o usa.
outros semelhantes


No fundo é a questão do "meu é melhor que o teu"... veremos como continua.


Para mim, não desgosto das coisas como estão. Não tenho sonhos de massificação nem de destruição do Windows em virtude do GNU/Linux porque acho que quando isso acontecer aquilo que me atrai em GNU/Linux desaparece. Para mim é um sistema operativo de nichos; agrada-me o crescimento da userbase mas certamente não é so a mim que me irrita quando se usa Ubuntu como sinónimo de GNU/Linux e vice-versa (já nem falo de dizer Linux ou GNU/Linux :P), porque acaba por ser uma perda de identidade. E penso que se muita gente o usa é porque se identifica com a filosofia que lhe é subjacente. Acho que no dia em que o GNU/Linux se massificar, os nosso filhos (netos talvez, depende dos casos :P), vão usar uma coisa completamente do "contra", feito numa garagem por um grupo de pessoas alucinadas e vão usá-lo só por não ser mainstream e acima de tudo por ser DIFERENTE. Não é o que todos queremos? Pode-se não se chamar GNU/Linux, mas o bichinho que o faz mexer será o mesmo...

A massificação do Linux já está, no entanto as pessoas nem se apercebem que o estão a usar (mainly: embedded)! No Desktop, com os PC baratos, o preço do windows começa a ser significativo. Para além disso, um fabricante de hw terá muitas opções se começarem a suportar (ver o caso da Asus: EEE/motherboards. É a ponta do iceberg) que nunca teriam no windows.

Com a standarização de componentes (como os formatos de documentos) e o começo da maturação da indústria, as aplicações vão perder a força que têm tido até ao momento.

blastarr
05-04-2008, 14:23
Parece-me que estás a ver o problema ao contrário: as ferramentas com interface gráfico é que são alternativa à linha de comandos.

Em Linux, podes não ter interface gráfico (servidor X) e tens um sistema funcional. Em MS Windows o sistema está agarrado às janelas. Comparar MS-DOS com qualquer Shell (Bash, ZSH, CSH, KSH, etc) é um exercício levado da breca ;-)


Isso não é verdade.
A prova está numa opção de instalação do novíssimo Windows Server 2008, denominada de "Server Core" (http://www.tomshardware.com/2008/03/11/windows_server_2008_core_installation/), a qual desactiva o interface gráfico por completo.
E todos sabemos que o kernel do Windows Server 2008 é o mesmo do Windows Vista SP1, logo, também é tecnicamente possível fazer o mesmo neste último (embora a MS não tenha tornado pública a documentação requerida para tal).

madskaddie
05-04-2008, 15:05
Isso não é verdade.
A prova está numa opção de instalação do novíssimo Windows Server 2008, denominada de "Server Core" (http://www.tomshardware.com/2008/03/11/windows_server_2008_core_installation/), a qual desactiva o interface gráfico por completo.
E todos sabemos que o kernel do Windows Server 2008 é o mesmo do Windows Vista SP1, logo, também é tecnicamente possível fazer o mesmo neste último (embora a MS não tenha tornado pública a documentação requerida para tal).

Claro que está. Lá por eles terem compilado o windows sem as janelas built-in, não quer dizer que o modelo janelas não faça parte da filosofia do windows.

É de tal modo flagrante que a assinatura da função "main" para aplicações em modo texto em ambiente win32 é:

int WINAPI WinMain(
HINSTANCE hinstance, \\handle to current instance
HINSTANCE hPrevInsinstance,
LPSTR lpCmdLine, \\pointer to commandline
int nCmdShow \\show State of window
);


"Ah e tal mas a arquitectura do win Vista não é a mesma do XP"... cof cof... Não só é a mesma como o XP é a mm do 2000. Muita coisa muda, mas se mudasse tudo os bugs não andavam de versão em versão!

Em linux, o utilizador faz "modprobe modulo" e já está: nova funcionalidade no kernel. Se fosse inteligente ter o X no kernel, alguem já o teria feito! A ms não dá (genericamente) esse luxo ao cliente(dá nos drivers de hw:on/off)! Depois de muitos anos, lá perceberam que nem todos os utilizadores são "==". Ainda assim só para clientes de luxo é que deram essa oportunidade sobre as janelas (e pelo que dizes é na instalação pelo que nem sequer é um serviço do sistema/módulo do kernel, o que NÃO é o que se passa no mundo *NIX)

slack_guy
05-04-2008, 15:14
blastarr:
Isso não é verdade.
A prova está numa opção de instalação do novíssimo Windows Server 2008, denominada de "Server Core", a qual desactiva o interface gráfico por completo.
Não conheço essa versão do windows. Mas pelo nome posso adivinhar que é orientada para servidores.
Acontece que eu não estava a falar exclusivamente de servidores. Estava a referi-me, de uma forma geral, às funções de um sistema operativo. E reafirmo o que disse: pegas numa distro Linux e não instalas o X e tens um sistema operativo a funcionar a 100%. Faz lá a mesma gracinha no windows... Como já aqui disseram, se o Windows tem um problema com uma biblioteca gráfica, o mais certo é aterrar o sistema; em Linux o mais certo é aterrar o X (que acontece e, curiosamente, talvez por hábitos antigos, quando isto acontece a tendência é para o reboot, quando um CTRL+ALT+BackSpace resolveria).

Mas enfim, a conversa é sobre o Ubuntu e não sobre o windows (vá-se lá saber porquê, mas o MS Windows monopoliza sempre as discussões mesmo que não sejam sobre ele).

Sahaqiel
05-04-2008, 15:58
Na minha opinião, o Ubuntu pode tornar-se no sinónimo de Linux à vontade, até talvez um dia alcançar os 90% de marketshare em linux, e quem sabe até ultrapassar a Apple em marketshare.

O importante aqui é que um sistema operativo completamente aberto (fora alguns drivers ) é popular.

Romani48
05-04-2008, 16:14
Não é retirada do mundo do GNU/Linux, Romani48. É assim que um Sistema Operativo tem que funcionar. O Windows não está completamente agarrado às janelas isso basta usá-lo durante um bocado para perceber, como tu disseste.

Claro que não é a mesma coisa nos sistemas livres como o GNU/Linux ou um *BSD ou num proprietário, mesmo que este seja UNIX-based (como é o caso do MacOS). Num sistema livre há uma grande tendência a torná-lo modular. É como se um sistema Linux totalmente funcional em comparação com um sistema Windows totalmente funcional fosse a comparação entre uma construção em Lego com uma construção colada com super-cola3.

Em GNU/Linux podemos pôr e tirar as vezes que quisermos, mudar de sítio, e isto sem deixar vestígios que vão tornando o sistema lento e que provocam um cataclismo no resto dos programas (claro que isto em Windows não está sempre a acontecer, seria uma generalização exagerada mas é mais assim).

Eu não falei no presente.. parece que não leram o meu post ;)
e isto são suposições.. porque esta nova forma de actuar do Windows 7 ainda nem foi implementada em nenhuma build publica.

Cof...Cof...Cof...

Essa "filosofia" (que não deixa de ser um passo no caminho certo) assenta numa coisa completamente imbecil que é ter um GUI só com uma janela com a linha de comandos e que permite lançar aplicações gráficas normais para configurar algumas coisas que só podem ser configuradas por GUI.

O conceito do X não existe no Windows, simplesmente porque todas as rotinas ligadas ao windows management estão no kernel, daí que no Windows os BSOD's aterrem um sistema, por problemas que não deveriam ser críticos.

Se me disseres que não faz sentido nas versões "caseiras" do windows haver uma arquitectura gráfica de cliente/servidor concordo plenamente, agora nas versões "server" é completamente idiota tal acontecer.

eu não falei em versões server.. até porque eu não sou um servidor :p sou uma pessoa que tem um pc pessoal :p

como referi atrás eu só disse aquilo que até agora se sabe, mas que ainda não foi demonstrado a 100%.. a não ser o MinWin.. e nesse aspecto aquilo que nos foi possivel visualizar não está tão distante quanto podem pensar dos sistemas nix..

como disse não falo do presente Windows Vista, e o que eu digo é baseado no que nos mostraram, por isso não posso fazer fundamentos concretos, estou a trabalhar na base da suposição :)
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com isto espero que se acabe o offtopic..
voltando ao tópico,

sinceramente para mim o Ubuntu já me diz pouco.. isto porque há algumas distros, isto ainda no campo do "n00b user" que quer ter o sistema pronto a trabalhar, estas por acaso baseads em Ubuntu, mas que são bem mais straightforward no que toca à sua configuração..

nesse aspecto dou 6* ao Mint

esquiso
05-04-2008, 16:17
"There's more to Linux than Ubuntu". O nome da thread diz-vos algo?
Windows 7 e as suas inovações discute-se no Windows World, não aqui.

chesterm
12-04-2008, 19:35
Primeiro acho uma afronta muito grande dizer-se que Ubuntu é a distribuição mais intuitiva que existe. Acho isso uma grande mentira, para mim a mais intuitiva é Mandriva 2008, embora seja um pouco pobre e instável, em segundo lugar vem a fantástica openSUSE 10.3, que tem o poderoso Yast (sistema de configuração que, gráficamente, permite configurar todo o sistema, como windows) e é muito estável; esta perde no gestor de pacotes, que espero estar melhorado na próxima versão - 11.
O Ubuntu, tem um bom reconhecimento de hardware e uma excelente comunidade, mas SÓ ISSO! Eu exprimentei várias distribuições Linux (entre elas openSUSE, Mandriva, Fedora, Debian, Ubuntu, Linspire...) e o Ubuntu é das mais intáveis que exprimentei - a estabilidade que é um dos pontos fortes do Linux em relação ao Windows. Já para não dizer que o uso do terminal é inevitável para a configuração do sistema, o que é evitável no openSUSE.

Mas perguntam vocês então porque é que o Ubuntu se tornou tão famoso e se massificou? Marketing, essencialmente isso. Quando começaram a aparecer os primeiros computadores pessoais tinhamos duas grandes empresas a distribuir S.O. - a Apple e a Microsoft. Por um lado tínhamos génios e artistas a criarem produtos inovadores, estáveis, intuitivos, bonitos e seguros (Apple) e por outro tínhamos nerds com dólares nos olhos a fazerem grandes negócios e a venderem produtos cheios de "buracos" - a Microsoft foi importante para a evolução da informática, mas não passam de monopolistas que enganam o "povo". Com o Ubuntu acontece o mesmo, está na frente das distribuições mais usadas, mas por puro marketing.
A maior parte dos utilizadores Linux que o usem à mais de um ou dois ano(s) começaram com Ubuntu e acabaram numa outra distribuição mais estável e segura (como debian, openSUSE, Fedora...) porque se foram apercebendo que alguns dos motivos pelos quais deixaram o Windows começavam a aparecer em Linux.

Faço um apelo à comunidade e aos novos utilizadores para que não se deixem dominar por monopolismos. Porque atrás da maior parte das distribuições estão grandes empresas e muito dinheiro!


Continuem a usar LINUX :p